25 de jun. de 2009

A crise nos filmes, Obama, redes sociais e os novos diretores da Saatchi & Saatchi

É até curioso ver como a crise mundial realmente afetou (ou parece ter afetado, até agora) muito mais os países de primeiro mundo do que nós. Vimos vários, vários filmes que ou falam diretamente sobre a crise, ou indiretamente, ou possuem um "clima". Como exemplo, posso citar uma campanha da Toyota (acho que australiana), que não deve pegar nem shortlist, mas tem uma abordagem muito corajosa. Os comerciais falam que um Toyota é o carro a ser escolhido por quem tem a consciência de não andar muito de carro. Seja para proteger o meio ambiente, seja para economizar em um tempo de crise. E a gente sente essa temperatura em várias outras campanhas.

E todo mundo está enlouquecido com as tais redes sociais. Facebook, MySpace, Twitter (não, orkut não - essa é quase que totalmente brasileira). Dizem que a publicidade está morrendo. Que os filmes de TV e anúncios de revista não vão mais existir. Que o UGC (User Generated Content) vai tomar conta do mundo. Por isso foi ilustrativo e esclarecedor assistir a três seminários: o da Naked Communications, com os diretores mundiais de marketing de Coca-Cola, Google e Nike. Todos eles teceram loas às redes sociais e à internet, mas disseram que é mais uma ferramenta a ser utilizada - uma ferramente poderosíssima, importantíssima, e que será cada vez mais. Mas todos eles foram categóricos em dizer que o consumidor nunca vai deixar de valorizar uma boa história. Seja ela contada pela própria marca, seja ela contada por eles próprios. Seguindo o mesmo caminho, o seminário da R/GA e HP (Hewlett Packard), falando exatamente sobre o poder das redes sociais que não pode ser ignorado hoje em dia. O raciocínio é: com cada vez menos tempo para se dedicar à informação, e cada vez menos confiança nas fontes "oficiais", as pessoas procuram saber sobre produtos, marcas e serviços com quem é de confiança e está mais próximo: amigos, família, colegas de trabalho. E isso é uma realidade que não pode ser ignorada. Comunidades podem adorar ou detestar uma marca. O poder e o controle sobre a comunicação nunca esteve tão escorregadio, e saindo tanto das mãos das empresas. Ele está passando para o consumidor.

Prova maior disso foi a maravilhosa palestra de David Plouffe, que foi o coordenador da campanha do Barack Obama. Para ele, as redes sociais foram uma das ferramentas mais importantes para eleger Obama e fazer com que ele saísse de um virtual desconhecimento até ser eleito presidente dos EUA. Mas ele deixou bem claro que a estratégia só foi bem sucedida porque no fundo no fundo, o que funciona é o marketing um a um. O Facebook, o MySpace e o BarackObama.com só ajudaram a agregar as pessoas em um objetivo comum: doações e voluntários. Foi a campanha que mudou o comportamento histórico de votação no país. Nunca antes tantos jovens, tantos latinos e tantos negros se mobilizaram para se registrar e votar (lá o voto não é obrigatório). E o que fez a diferença, segundo ele, foram exatamente os voluntários. As pessoas que doaram dos seus bolsos (500 milhões de dólares arrecadados por mais de 400 mil pessoas) e fizeram um "financiamento formiguinha" da campanha. Todos os doadores recebiam emails diários e links com atualizações nos sites de relacionamento. Quem doava quantias maiores, recebia ligações de agradecimento do próprio David Plouffe, ou até mesmo do Obama. Segundo ele, o que fez a diferença na eleição (51 a 49%!!!) foi o voluntário que saía de casa e ia batendo na casa dos vizinhos, com o discurso alinhado com as informações dos sites, para convencê-los a escolher o melhor candidato, com os melhores argumentos. É uma técnica nova que investe na forma de comunicação mais antiga: o boca-a-boca. E como bem disse ele, em quem você mais confia? Num comercial de TV ou numa pessoa que cresceu e conviveu com você, no mesmo bairro, por toda a vida? Claro que os comerciais foram muito importantes (e ele frisou isso muitas vezes), mas foi a soma de todos os recursos utilizados - TV, mídia exterior, vídeos, internet, redes sociais - que levou a campanha à vitória.

Por último, a apresentação dos novos diretores da Saatchi & Saatchi trouxe filmes sensacionais. Poucos deles feitos para a TV e o cinema, a maioria fazendo sucesso pela internet. Agora, existe um canal no youtube para vê-los, onde você pode acessar todos os diretores já selecionados pelo New Director's Showcase, desde que começou, há 19 anos: www.youtube.com/nds

Assistam que vale a pena.


Dan Zecchinelli
Diretor de Criação da Filadélfia

Cannes: o festival e a crise - por Dan Zecchinelli

No maior e mais importante festival de comunicação do mundo, o assunto é um só: crise. Para começar, na queda do volume de delegados inscritos: foram 40% a menos que no ano passado, quando o número chegou a quase 10.000. Outro resultado: queda no número de inscrições. E segundo o critério do presidente dos júris de Press e Film, David Lubars, queda também no número de leões. Poucos, bem poucos. E um shortlist bem magro. Mas isso vocês já devem estar acompanhando pelo Meio e Mensagem, Propaganda e Marketing, CCSP e Blog do Adonis. Então, com o que posso contribuir para o Reunião do Clube? Com algumas percepções bem pessoais, e também por conversas com gente daqui.

Press: todo mundo ficou muito insatisfeito. E quando digo todo mundo, é todo O mundo. Porque como um presidente do júri diz que veio para separar o brilhante do lixo, escolhe um grand prix como esse? Ninguém entendeu nada. O favorito de todos, a campanha de Alka Seltzer da CLM BBDO de Paris, levou "só" ouro. Outro aprendizado: a fórmula cama-de-layout-lindo-com-titulo-bacana, se já está desgastada no anuário do CCSP, aqui ainda mais. Não rolou nada pra isso. O que o pessoal busca é ideia, ideia, ideia. As vezes a ideia vem num formato lindo de morrer, as vezes nao. Mas se nao tem ideia, nao rola (ainda que seja fraca, como no caso do GP mesmo)

Outdoor e media: aqui o buraco ficou BEM mais embaixo. Apesar do juri ter escolhido um shortlist extenso, beirando as 500 peças, o grand prix foi elogiado por todo mundo. Ainda mais quando vem junto com uma abordagem social e política. No discurso antes de revelar o vencedor, o presidente do júri disse que o critério foi escolher uma peça que não só fosse brilhante no presente, mas também tivesse em vista um futuro melhor para o planeta. Outra peça que chamou muita atenção e foi muito aplaudida foi "Melody Road", da DENTSU RAZORFISH Tokyo. Procurem no youtube, ou no próprio site do festival, que deve ter o vídeo. Mas eu explico: para promover os pneus Dunlop, a agência criou, em parceria com a prefeitura de uma cidade japonesa, uma rodovia cheia de ranhuras, como aqueles redutores de velocidade que temos no Brasil. Mas mudando o espaço entre elas, quando o carro passa, fica uma "melodia", feita pelo barulho dos pneus passando por cima da estrada. A música é "Scarborogh Fair", da dupla Simon e Garfunkel. E o mais interessante: você só ouve a música direito se passar a 40 por hora, que é o que fecha o raciocínio, vendendo a segurança nas estradas e o respeito ao limite de velocidade - tudo "patrocinado" pela Dunlop. Perto disso, um outdoor comum ou um cartaz ficam muito, muito pequenos. Outra ação outdoor muito bacana foi para a HBO, divulgando seu novo seriado, cujo tema são os segredos que todo mundo guarda. Eles instalaram vários painéis com fotos de pessoas andando pelas ruas, com buraquinhos para o público plugar seus headphones e escutar os segredos e pensamentos que os personagens do seriado estariam tendo. Sensacional.

Conclusões: notamos aqui que a estratégia da ideia tem ficado tão o mais importante que a própria ideia. No media lions, por exemplo, isso já é muito claro. No outdoor, ficou mais claro ainda. Quanto mais você pensar em algo que transcenda o meio - seja ele impresso, eletrônico ou internético - maior é a chance de ganhar leão. A prova mais irrefutável disso foram as duas campanhas da Leo Burnett de Portugal, o Museu Efêmero do Rum Pampero (entrem no site canneslions que tem lá) e a Hope Store da Cruz Vermelha. São ideias tão fortes e tão poderosas que não dá pra classificar direito - é outdoor, mas também é mídia, também é relações públicas, também é promoção. Tanto é que ganharam 9 leões, as duas. Cada um em uma categoria diferente.

Bom, as primeiras impressões são essas. Até o fim da semana falo sobre filme e cyber. Abraços.


PS: Desnecessário comentar sobre a campanha "Best Job In The World", que papou tudo até agora também. Como classificar uma iniciativa que começou com anúncios na seção de empregos e terminou no Jornal Nacional, sendo lida pelo William Bonner? E que na verdade era para incentivar o turismo em uma região da Austrália? Genial.

24 de jun. de 2009

Interativa Comunicação - Institucional



Agência: Interativa Comunicação
Redação: Igor Oliveira
Direção de Arte: Aline Osório
Direção de Criação: Igor Oliveira
Aprovação: José AugustoFilho

Interativa Comunicação - Institucional



Agência: Interativa Comunicação
Criação: Igor Oliveira e Alair Erlon
Direção de Criação: Igor Oliveira
Produtora: Toca Filmes
Aprovação: José Augusto Filho

Direto de Cannes 2009


Em breve, estréia aqui a mini-seção “Direto de Cannes” com notícias do maior festival de propaganda do mundo. Neste ano, nosso correspondente é o diretor de criação da Filadélifia, Dan Zecchinelli, que já está na Riviera Francesa. Criativos mineiros, fiquem de olho. Dan, muitíssimo obrigada pela gentileza.

19 de jun. de 2009

Estágio Jbis - Resultado


Os candidatos selecionados foram:

Atendimento - Rodrigo Henrique Furtado Ferreira

Mídia - Luciano Alvess de Almeida Junior

Diretora de arte - Elisa de Azevedo Guilherme

Redatora: Aline Chamora Layoun

Os selecionados deverão entrar em contato com Roberta no telefone 21059400

Campanha Baloarte


AD Revista


Outdoor (projeto especial)






Backbus


Agência: Stalo Comunicação
Criação: Guilherme Prates e Tiago Motta
Diretor de Criação: Tiago Motta
Atendimento: Michelle Lima
Aprovação: Ana Rita

15 de jun. de 2009

Inhotim para o Dia Mundial do Meio Ambiente na Folha de São Paulo



Agência: Filadélfia
Criação: João Paz e Leandro Neves
Diretor de Criação: Dan Zecchinelli
Ilustração: Aderson Fagundes
Atendimento: Brunna Lopes
Mídia: Daniela Fraga e Ana Luíza Borges
Aprovação: Ceres Pimenta e Raquel Novais

9 de jun. de 2009

Festival Mundial de Circo - Ano da França


Título: Palhaço-Bandeira
Criação: Leo Sevaybricker
Ilustração: Thiago Teixeira
Foto: Estúdio Click
Cliente: Agentz
Produto: Festival Mundial de Circo - Ano da França no Brasil
Aprovação: Fernanda Vidigal e Juliana Moreira

8 de jun. de 2009

Campanha AMR - Associação Mineira de Reabilitação Infantil
























Agência: New
Criação: Frederico Bandeira, Gustavo Passos, Robson Santos
Direção de Criação: Frederico Bandeira e Robson Santos
Foto: Lumini (Marco Mendes)
Mockups: José Fernandes
Atendimento: Ludmila Hinkelmann
Aprovação: Georgiana Luna e Levi Carneiro

Campanha Rede Pitagoras
























Agência: New
Criação: Frederico Bandeira, Gustavo Passos, Igor Oliveira, Robson Santos e Rodrigo Spotorno
Direção de Criação: Frederico Bandeira e Robson Santos
Foto: Lumini (Marco Mendes)
Ilustração: Rodrigo Spotorno
Atendimento: Ana Dourado

2 de jun. de 2009

Estágio Jbis

A Jbis está iniciando o processo para selecionar estagiários. Há vagas em todas as áreas. Os interessados devem enviar currículo para roberta.psicologia@gmail.com (no caso da criação – on e off – enviar também 5 peças ou link para portfolio online).